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cronicas da vani



Mudei de blog de vez. to no cronicasdavani.blogspot.com.

conto com a visita de vocês.

beijos



Escrito por Vânia Medeiros às 21h51
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Não gosto mais desse blog. Sei lá, impliquei. Vou mudar pro www.cronicasdavani.blogspot.com

Essa semana vou aprender a mexer e faço a grande estréia no novo blog na próxima segunda.

Adeus, mundo cruel.



Escrito por Vânia Medeiros às 19h47
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Hoje, pela primeira vez, perdi um paciente. O nome dele era Hugo, ele tinha leucemia e estava lutando há dois anos contra a doença. Em alguns momentos ele venceu, em outros ele perdeu, assim como nas batalhas da vida. Ele lutou, lutou como gente grande, como um verdadeiro guerreiro.  Mas o câncer venceu, infelizmente.

Hugo foi meu paciente por mais de um mês. Ele me odiava. Todo dia, quando eu ia examiná-lo, ele me xingava, fazia cara feia, chorava, enfim. Mas nos dias em que eu não ia, a mãe dele dizia q ele ficava perguntando por mim. Nunca reclamei do fato de que examinar o hugo era uma dificuldade porque ele não colaborava. Coitado, imaginem como era difícil pra ele, praticamente morar no hospital, não ter forças pra brincar e correr como as outras crianças, sendo picado por agulhas quase que diariamente e sentindo dor, muita dor. Se é difícil para um adulto, imagine para uma criança.

Durante o período que ele foi meu paciente, teve vários altos e baixos. Por várias vezes eu pensei que ele não iria sobreviver àquele dia, e, de repente, ele melhorava e voltava a reclamar e gritar comigo. Um dia eu roubei a banana que ele tava comendo, só de brincadeira, e ele ficou com ódio, claro (eu devolvi depois, tá?). No outro dia ele tava comendo banana de novo e, quando eu cheguei, ele apontou para o criado-mudo e tinha uma banana pela metade ali, que a mãe dele disse que ele deixou pra mim. Ele me odiava, mas pelo menos me dava comida.

A última vez que eu falei com ele foi antes da páscoa. Ele nem era mais meu paciente, mas eu ia lá todos os dias saber como andavam as coisas. Aí ele me disse “tá doendo minha perninha”. Aquilo me cortou o coração. Se eu pudesse transferir toda a dor dele para mim eu teria feito isso naquele momento. Ele estava já cheio de analgésicos, mas, mesmo assim, ainda estava ruim. Disse pra ele que iria viajar e que voltaria em alguns dias. Se eu soubesse que era a última vez, talvez tivesse ficado mais um pouco, mas ele já tinha estado muito pior, sei lá, nem suspeitei mesmo.

Recebi a notícia da morte dele por uma mensagem de celular enquanto estava em Belém. Na hora eu neguei a informação, agi como se nada tivesse acontecido, como se fosse um trote. Quando cheguei no hospital no dia seguinte, procurei minha amiga que havia mandado a mensagem e ela confirmou. Nossa, parece que tinham tirado o meu chão. Quis saber o que tinha acontecido, todos os detalhes, tudo mesmo. Soube que ele teve uma infecção e, como quase não tinha células de defesa, não resistiu. E a mãe dele não estava mais lá, nem pude conversar com ela.

Perder um paciente é uma das piores dores que um médico pode sentir. Fiquei muito mal nesse dia, é como perder um amigo, um membro da família. Conversei com a minha chefe sobre isso, perguntei se ela, após tantos anos de profissão, ainda ficava mal com a morte dos pacientes. Ela disse que sim, que isso independe de ter perdido um ou mil pacientes, que depende da personalidade de cada um, que eu, por exemplo, tenho um envolvimento natural com os pacientes, e é impossível acompanhar alguém todos os dias por mais de um mês e não se apegar à pessoa. Nós não somos deuses, conseguimos salvar as pessoas até um certo ponto. Perdemos alguns pacientes, mas salvamos muito mais.

Agora, pensando melhor a respeito, vejo que não foi o câncer que ganhou do Hugo, e sim o contrário. Onde ele está agora, não há doenças, nem dor na perninha, nem quimioterapia. Ele agora é um anjo, um anjo guerreiro, que lutou muito bravamente e merece descansar.

Fica com Deus, Hugo.

 

 



Escrito por Vânia Medeiros às 17h33
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“Você é de Belém? Jura?”

 

Não aguento preconceito. Acho o cúmulo da ignorância. Já presenciei inúmeras manifestações de preconceito e sempre me sinto mal, com raiva, sabe? Não consigo entender o porquê de discriminar alguém seja lá pelo que for. Não entendo mesmo.

Hoje eu fui vítima de preconceito, uma situação que eu jamais imaginaria que fosse passar. Foi em um hospital aqui de São Paulo. O chefe do plantão me discriminou porque eu era de Belém. Preconceitozinho mais idiota, né? Pois é, mas foi horrível.

Quando ele soube que eu era de Belém, ficou desdenhando: “Jura? Você é de Belém? Sério mesmo? Nem sabia que tinha faculdade de medicina lá...”. E depois disso ele disse que eu ficaria responsável por um paciente crônico, que, tipo, mora no hospital, que não acontece nada de novo com ele há uns 5 meses. Entenderam? O chefe deduziu que, porque eu era de Belém, não tinha capacidade de cuidar de um paciente mais complexo.

Além de ter debochado da minha cidade e de ter subestimado minha atuação como médica ele passou o resto do plantão falando comigo como se eu fosse uma estudante de direito que surgiu ali de repente. Como se eu não conhecesse nada de medicina. Como se eu fosse uma médica por acidente. Juro que não estou exagerando.

Normalmente eu sou uma pessoa esquentada. Em outras épocas eu teria feito um escândalo, discutido, armado um barraco mesmo. Mas a gente vai aprendendo com o passar do tempo quando e em que situação vale a pena perder as estribeiras. E, definitivamente, não era o caso.  Resolvi ignorar, fingir que aquilo não estava acontecendo. E funcionou, o plantão demorou, mas, quando acabou, senti um alívio muito grande e uma vontade de sumir dali.

Fiquei mal o resto do dia, chorei a tarde toda. Não porque o cara tinha me discriminado, “coitadinha de mim”, essas coisas. Mas porque eu nunca imaginei passar por uma situaçao dessas. Não é justo que eu, que faço tudo direitinho, não sou irresponsável nem nada, me esforço pra aprender, seja tratada como uma burra só porque eu venho do norte. Qual é o problema em ser paraense? O que eu não tenho que os outros têm? Sou do Pará e me orgulho disso, adoro meu estado, minha cidade e fico muito brava quando alguém faz esse tipo de comentário. Brava e triste.

Resolvi não reclamar do chefe. Essas coisas fazem parte do caráter e personalidade de cada um. Uma reclamação não vai mudar o pensamento dele, que é pequeno e vai continuar pequeno. E eu ainda iria me expôr assim, de graça. Não sei se eu fiz certo, mas não me arrependo de não ter feito uma reclamação formal.

Nunca irei esquecer do dia em que fui discriminada. Foi horrível, doeu muito, só vivendo pra saber. Sinto pena de pessoas como o meu chefe, que maltratam, excluem e debocham do próximo. Mas tenho esperança de que,  um dia, essas pessoas irão acordar desse pesadelo chamado preconceito.



Escrito por Vânia Medeiros às 22h22
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Escrito por Vânia Medeiros às 18h32
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Resposta: é óbvio que "faz-se imperativo" é muita mais importante que "faz-se mister", afinal, "imperativo" vem da palavra "imperador". Quem você obedeceria? Um imperador ou um mister? Claro que um imperador, afinal, qualquer um é mister nos EUA.

rá rá rá!



Escrito por Vânia Medeiros às 16h18
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Só pra descontrair o ambiente:

Qual das afirmativas você obedeceria com mais urgência?

- Faz-se mister trocar de carro

- Faz-se imperativo trocar de carro

Resposta e justificativa nos comentários, please.

Divulgo a resposta certa dentro de 1 semana.

Dica: não tem nada a ver com gramática

Beijos



Escrito por Vânia Medeiros às 18h27
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Melhores trechos de músicas

"Eu não vou pro inferno, eu não iria tão longe por você" ( 'Eu vou estar')

"Conheço bem tuas promessas, outras ouvi iguais a essas; esse teu jeito de enganar, conheço bem..." ('Alguém me disse')

"Me esqueça sim, que eu quero ver você tentar sem conseguir" ('Grão de amor')

"Prometo te querer até o amor cair doente, doente..." ('Todo sentimento')

"Eu tento me erguer às próprias custas e caio sempre nos seus braços..." ('Girassol')

"Depois de ter você, pra que querer saber que horas são?" (Cantada)

"Aquela esperança de tudo de ajeitar, pode esquecer..." (Trocando em miúdos)

"É só pensar em você, que muda o dia, minha alegria dá pra ver..." ('Pensar em você')

"E tantas águas rolaram, tantos homens me amaram bem mais e melhor que você..." ('Olhos nos olhos')

"Mas nada vai conseguir mudar o que ficou, quando penso em alguém, só penso em você..." ('Por enquanto')

"Quando penso em você, é quando não me sinto só" ('Pensando em você')

"Não, por favor, não evites meu amor, meus convites, minha dor, meus apelos..." ('Sem fantasia')

"Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver à espera de viver ao lado teu por toda a minha vida..." ('Eu sei que vou te amar')

 ah... :(



Escrito por Vânia Medeiros às 00h40
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Panetone ruim é coisa do passado

 

 

Existem três tipos de comida que eu não como de jeito nenhum, nem sob tortura: cozidão, fígado e salada (se bem que tem umas saladas deliciosas por aí). Antigamente eram quatro tipos de comida, incluindo na lista o panetone. Mas hoje em dia tem panetone de tanta coisa que é impossível não agradar a todos os gostos.

Inicialmente o panetone era recheado com frutas cristalizadas e uvas passas. Tem coisa pior? Tem sim, cozidão! Odeio frutas cristalizadas e uvas passas, e as ultimas mais ainda, porque estragavam aquele arroz de galinha delicioso dos aniversários de criança. Ainda bem que as fábricas de panetone perceberam que esse recheio agradava poucas pessoas, e resolveram inovar. Hoje tem até panetone recheado com frutas tropicais e frutos da amazônia. Não sei se essas combinações funcionaram, mas a idéia foi boa.

Alguém sabe de onde veio o panetone? Pois é, nem eu. Estava lendo uma matéria a respeito na Gazeta e soube que existem 3 histórias diferentes: a primeira diz que  o primeiro duque de Milão, Gian Galeano, preparou-o em 1395, para uma festa. Meio sem graça essa história, né? Bom, a segunda diz que Ughetto trabalhava numa padaria e era apaixonado pela filha do dono, Adalgisa, e inventou o panetone como prova de amor, por volta de 1300 e 1400. E funcionou, pois o pai dela permitiu o casamento. Essa sim é uma história comovente. Mas a mais engraçada de todas é a que, no ano de 900, um padeiro chamado Tone teria inventado o pane-di-Tone. Em qual história acreditar?

  Como havia dito, nunca fui muito fã de panetone, principalmente pelo recheio. E acho o chocotone ruim também, porque não gosto de chocolate. Mas eles inventaram um panetone da única sobremesa de chocolate que eu gosto: mousse. Esse chocotone de mousse de chocolate é uma delícia. Não dá para comer só um pedaço, não tem aquele gosto de massa de panetone, é impossível alguém não gostar. Experimentem!

Por esse motivo, o recheio de mousse, o panetone saiu da minha lista de comida horríveis. Fico me perguntando quando é que alguém vai ter a idéia de fazer um cozidão de mousse...



Escrito por Vânia Medeiros às 19h11
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Um homem no SPFW

 

Quem é que não tem vontade de freqüentar esses desfiles de moda badaladérrimos que acontecem no mundo todo? Já pensou, ver de pertinho todas aquelas modelos lindas, maravilhosas (e magras)?E os modelos então? Não sei no que eu iria prestar mais atenção, se neles ou nas roupas. 

Como as oportunidades realmente boas só aparecem para pessoas que nem estão pensando no assunto, não foi dessa vez que eu consegui assistir a um desfile de moda. Um amigo que estava em São Paulo conseguiu ingresso para o São Paulo Fashion Week (SPFW, para os íntimos) e não demonstrou o mínimo de empolgação com o evento. Homens, sabe como é...

 Soube que ele estava almoçando com uma amiga num desses domingos tediosos, quando ela o convidou. Disse que tinha um conhecido que conseguiria convites, enfim. Ter conhecidos em lugares estratégicos é meu próximo objetivo. Sabe o que o meu amigo respondeu? Não foi “nossa!”, “não acredito!”, nem nada do gênero. Foi só um “legal, eu vou”.

Não sei se ele foi para o lugar certo, por conta das descrições que recebi. Achou tudo muito diferente: pessoas, roupas... “Na verdade eu achei sem graça”. Como assim?! Como uma noite badalada dessas pode “sem graça”? Segundo ele, não bastava um ingresso, cada desfile exigia um convite diferente. Ou seja, haja conhecidos em lugares estratégicos.

            Eu, ansiosa, queria saber tudo sobre o desfile que ele assistiu. “Eu até tinha acesso a vários desfiles, mas o primeiro já me deu sono. Preferi ficar num coquetel que tava rolando por lá”. A expressão mais dita por mim nesse diálogo foi “como assim?!”. “E as modelos? Lindíssimas?”, perguntei. “Credo, um bando de magricelas usando uns fiapos estranhos e o cabelo pixaim. Deu vontade de levar todas numa churrascaria”. “Mas você não gostou nem do glamour de estar no SPFW?”, minha última tentativa de tentar tirar leite de pedra. “Olha, não vi glamour nenhum. Os desfiles duravam menos de 10 minutos, eram monótonos e eu ainda ficava com medo daquelas modelos quebrarem de tão magras. E a musica era horrível, parecia flagelado da seca cantando”.

Cada vez eu tenho mais certeza de que alguns eventos são impróprios para homens. Desfiles de moda são um deles. O homem não consegue captar a essência de um evento como esse, pelo que eu pude perceber, principalmente quando perguntei se ele tinha tirado alguma foto do desfile. “Foto do desfile não, mas tirei uma das pernas da Sabrina Sato, que estava circulando por lá. Queres que eu te mande?”

Homens, sabe como é... 



Escrito por Vânia Medeiros às 21h41
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Missão: Esse é pra casar!(Parte 4)

 

10- Tipo de música da sua preferência:

 (     ) Pagode ou funk              (      ) As realmente boas

 11- Gosta de exercícios?

 (      ) Claro!!  (     ) Adoro assistir às Olimpíadas (     ) Gostar e fazer são verbos diferentes.

 12 – Tem máquina digital?

(     ) Sim   (     ) Tenho, mas nunca mando as fotos  (     ) Tenho, mas é pereba (     ) Não, mas vivo pedindo pra tirarem foto minha

 13 – Tem carro próprio (com ar condicionado)?

 (     ) Sim   (     ) Sim, mas só ando de vidro aberto, mesmo no calor, pra economizar (     ) Não é a namorada que tem que ter carro?

 

14 – Quem paga a conta?

 

(     ) Eu, sempre  (     ) Os dois    (     ) Se ela se oferecer pra pagar o meu....

 

15 – Favor abandonar o questionário. Considere-se demitido da minha vida. Obrigado pela participação.

 

            Se você chegou até aqui, parabéns! Suas respostas serão analisadas em diversas instâncias e você receberá o resultado como preferir:

(     ) Correio

(     ) e-mail

(     ) scrap

(     ) torpedo

(     ) Sinal de fumaça

(     ) código morse

 

Atenciosamente,  

                   A direção



Escrito por Vânia Medeiros às 22h20
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Missão: Esse é pra casar!(Parte 3)

 

7- Você teria problemas em passar temporada (> 6 meses) em um forno úmido?

 

8- Qual a sua opinião sobre a chuva?

(     ) Adoro

(     ) Odeio

(     ) Não tenho problema em ser pego de surpresa (leia-se sem guarda-chuva) com uma tempestade que dura 5 min

(     ) Confio na meteorologia (não em Belém,meu caro)

(     ) Ainda não tenho opinião formada, mas vou pensar no assunto

 

9- Classifique seus conhecimentos como Excelente, Bom ou Regular:

Você se considera capaz de entender comandos básicos em português, tais como: Não enche, vai te catar/ lascar, te ferra, égua, caraculis, putitanga etc.?

(      ) Excelente (     ) Bom  (     )Regular 

 

                          



Escrito por Vânia Medeiros às 22h17
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Missão: Esse é pra casar!(Parte 2)

1 – Perfil

 

Nome:

Idade:

Bairro e CEP: (sujeitos à avaliação do comitê de seleção)

Estado civil (falar a verdade, nada mais que a verdade):

(      ) Solteiro

(      ) Casado

(      ) Noivo com data marcada

(      ) Noivo só pra enrolar por enquanto

(      ) Ficando às vezes com pessoas diferentes

(      ) Ficando às vezes com a mesma pessoa

(      ) N.D.A

Tem filhos:  Sim(     )   quantos:

                     Não (     )

                    Não que eu saiba (      )

                    Quando o bebê ainda tá na barriga é sim ou não? (     )

 

Possui algum tipo de vício?Caso positivo, qual? (isso inclui cacoetes e outros hábitos esquisitos)

 

Está interessado em manter uma relação monogâmica? Caso contrário, favor pular para a questão 15.

 

2- Possui computador? E web cam decente?

 

3- É comunicativo?

 

4- Possui programas de milhagens TAM ou Varig, ou a companhia que se arriscar a comprá-las?

 

5- Tem interesse em conhecer frutas cítricas, provar alimentos de difícil pronuncia e aparência peculiar, entre outras sementes e animais que ninguém além dos paraenses ousa comer em prol do bom relacionamento com a família da amada em questão?

 

6- Você possui um sobrenome que combine com (coloque seu sobrenome aqui)?

Teste aqui:

 

 

 



Escrito por Vânia Medeiros às 22h15
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Arrume um namorado (futuramente marido) aqui!

 

A situação está difícil para todo mundo, não só para você, que está encalhada há ** meses. Por isso a Fundação Amiga de Todas as Horas (FATH) elaborou um questionário para facilitar a seleção de um parceiro ideal. Dessa forma, você evita ficar iludida e apaixonada por alguém aparentemente legal. Esse questionário já revela de antemão tudo o que há de mais obscuro no indivíduo, ou seja, hábitos, gostos e pontos de vista que você fatalmente iria reprovar quando tomasse conhecimento. Além disso, o questionário pode ser utilizado para candidatos de outros estados e internacionais, afinal, aqui em Belém “a situação está preta”.

O questionário segue abaixo. Boa sorte!

Qualquer dúvida ou sugestão, ligue para 0800-696969.

 

Atenciosamente,

 

                                                                       Diretoria da FATH

*****************************************************************************

 

Missão: Esse é pra casar!

 

            Com base em estudos científicos gostaríamos de deixar claro que se você está interessado em ficar, namorar, casar, ter filhos, constituir família e dividir o banheiro e o comprimido do Prozac até que a morte os separe com (coloque seu nome aqui), favor preencher o questionário abaixo para uma melhor pesquisa qualitativa. Em seguida nosso escritório entrará em contato, caso seu requerimento tenha sido avaliado positivamente para nossas exigências.

 

Gratos,

 

Diretoria da Fundação Amiga de Todas as Horas.

 



Escrito por Vânia Medeiros às 22h13
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Eu odeio meu nome, e você?

 

 

Nunca gostei do meu nome. Sei que tem muita gente que também não gosta dos seus. Já tive vontade de mudar meu nome para Laura, porque achava que era nome de gente chique. Aí, quando eu finalmente completei dezoito anos, impliquei com o nome e resolvi ficar com o meu mesmo.

            Falando em chique, tem uns nomes que eu acho que, se fossem um tipo de traje, seriam esporte-fino. Por exemplo: Layla. Acho que a pessoa já deve nascer com um vestido longo e um penteado. Assim como alguém que se chama Catarina ou aqueles que terminam com “ane” (Josiane, Franciane, Luciane) já devem nascer de jeans e chinelão.

            Quando eu penso em alguém com nome “Camila”, já imagino uma menina “mimadinha”. Não sei por que, já que não conheço nenhuma Camila assim, pelo contrário. Mas impressão é impressão, fazer o quê? É a mesma coisa que acontece com “Paula”. 90% das Paulas têm cabelo preto e liso, já repararam? Conheço várias assim. Se bem que com a era das tinturas, o estereótipo vai acabar se perdendo...

            Existem uns nomes que são bonitos, mas são tão comuns que ninguém agüenta mais. Tipo Carolina, Lucas, Thiago, Luciana, e agora Maria Eduarda. É o nome do momento. Como eu acho um nome bonito, não vou falar mal.

            Vocês já perceberam que os artistas inventaram de colocar nomes simples nos filhos? Agora tá cheio de Antônio, Pedro, João, Benedita, Maria... Acho ótimo, muito melhor que os artistas de Hollywood (Tom Cruise, Angelia Jolie e cia.), que não pensam no trauma que estão causando nas crianças. Se ser rico é sinônimo de ser excêntrico, prefiro continuar pobre e normal.

            E o “nomes-homenagem”? Romário e Ronaldo são os campeões. Mas já vi por aí Michael Jackson, Waldisney, e Dorigrei (em homenagem ao “Retrato de Dorian Gray”). Eu até gosto dos nomes de santo, mas Maria dos Remédios, Maria da Anunciação, Maria das Dores, etc, eu acho uó.

            Não gosto do meu nome por dois motivos: primeiro porque é no final do alfabeto. É horrível ser sempre a última em tudo. Nunca, jamais, coloquem o nome do filho de vocês com letra abaixo de R, digo por experiência própria. Não disseram meu nome no rádio quando eu passei no vestibular porque era o único que estava na segunda folha do listão, e só leram a primeira. Ainda é prejudicial, viram?

            O segundo motivo para eu odiar meu nome é porque eu acho que Vânia é nome de velha. Parece que eu já nasci sendo chamada de dona Vânia. Uma amiga minha chamada Celina acha o mesmo do nome dela. E tem mais: ela diz que o nome dela é ainda de alguém mais idosa. Como se ela fosse a Beatriz Segal e eu a Suzana Vieira. Achei um absurdo, porque a Suzana Vieira pode até ser uma velha inteira, mas ela é muito chata e mala. Por que ela tem que ser a Beatriz Segal, que é chiquérrima, e eu fico com a enjoada da Suzana Vieira, que nem sabe patinar no gelo? Após o meu protesto, ela trocou minha atriz para Sonia Braga. Ela também tá só botox, eu sei, mas pelo menos ela foi a Gabriela (que é um nome lindo, por sinal) e ainda tem um charme.

            Mas a melhor vantagem de ter um nome de velha tipo a Sonia Braga é que, eu posso até ser uma senhora, mas sou uma senhora que vai pegar o Tarcísio Meira na novela, ao contrário da Beatriz Segal, que ainda é lembrada porque morreu cheia de tiros e ninguém sabe quem matou...



Escrito por Vânia Medeiros às 11h29
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